Postado em 07/05/2019

"A Dança na escola não é a arte do espetáculo, é educação através da arte [...]" (FERRARI,2003).

O trabalho com o corpo favorece a criatividade, promove autonomia corporal e intelectual, além de incentivar a socialização, a cooperação e a livre expressão do aluno, que começa a perceber o que se passa consigo e ao seu redor, construindo assim uma visão crítica do mundo. Por isso, na escola, não se deve procurar a perfeição ou a execução de danças técnicas, mas a possibilidade do conhecimento que a criatividade da dança traz ao aluno. De acordo com Laban (1985), a dança na escola deve se opor à técnica rígida e mecânica relacionada ao ensino de danças como o balé clássico. Para ele, a criança e o adolescente devem ter a possibilidade de explorar, conhecer, sentir e expressar sua subjetividade enquanto dançam. Mais do que colocar a turma para se mexer, é preciso refletir sobre os diferentes tipos de dança, apresentar novos gêneros e permitir que os alunos criem passos próprios. Algumas etapas são necessárias para que possamos dar significado a essa dança e contextualizá-la. Precisamos partir daquilo que o aluno já conhece, considerando seu repertório motor prévio, aprofundar seus conhecimentos e ampliá-los, refletir sobre a diversidade e ressignificar e produzir novas manifestações culturais. Uma das abordagens que possibilitam novas metodologias de trabalho com a dança é a dança criativa, um conceito que visa à interação professor/aluno, que criam juntos sua própria forma expressiva. O professor deve ser, além de educador, um intermediador do processo dança/arte, em que o prazer pelo movimento e pela interação do corpo e da mente se torna evidente, numa tentativa de fazer do alunoum intérprete do movimento.

 

 

 

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