Postado em 26/09/2019

Uma vez que o peso do bebê, ao nascer, tem grande influência em sua saúde e no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis durante toda a sua vida, notou-se a necessidade de compreender melhor como o estado nutricional e o ganho de peso da mãe, durante a gestação, interferem no desenvolvimento fetal.

Ainda existe dificuldade em determinar em qual período gestacional o ganho de peso da mãe tem maior influência sobre o desenvolvimento fetal, uma vez que este recebe influência de fatores genéticos, do potencial biológico e de diversos fatores reguladores e moduladores, como os ambientais, os fetais e os placentários. O desenvolvimento placentário merece destaque, uma vez que, para que este ocorra adequadamente, é necessário haver aumento do fluxo sanguíneo através das artérias uterinas. Caso o fluxo não aumente de forma satisfatória durante a gestação, o crescimento fetal poderá ser prejudicado.

Estudos demonstram, por exemplo, que na região Nordeste há, por um lado, prevalência alta de desnutrição no início da gravidez, e, por outro, altos índices de sobrepeso e obesidade, em comparação a gestantes de outras regiões do país com maior aporte econômico. Escolaridade e renda mais baixas, aliadas a uma dieta rica em carboidratos e lipídios talvez expliquem esse fato. Além disso, existe a ideia disseminada de que toda gestante precisa ingerir o dobro de calorias de antes da gravidez e ganhar em torno de 12 kg durante a gestação.

Ainda pensando nessas características verificadas na região Nordeste, é preciso levar em conta que ali, de modo geral, a desnutrição sempre foi um problema de saúde pública, o que talvez explique o fato de o sobrepeso e a obesidade não serem necessariamente vistos como problemas de saúde a ser considerado, principalmente na gravidez.

Assim, é necessário que o profissional nutricionista que fará parte do acompanhamento pré-natal desse grupo de gestantes seja um especialista e oriente as mulheres para que se cuidem melhor nesse período, não ingerindo nutrientes e gorduras desnecessários, visando a uma boa formação e nutrição de seus bebês. Esse profissional também deve ser capaz de elucidar quais os benefícios que uma alimentação balanceada na gravidez poderá trazer para os bebês durante toda a sua vida.

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