Postado em 26/02/2016


A água representa cerca de 60% do peso corporal de um homem adulto jovem e cerca de 50% do peso corporal de uma mulher adulta jovem. É o maior conteúdo hídrico presente no meio intracelular (65%), fazendo parte, por exemplo, da composição do citoplasma ou sarcoplasma, no caso da fibra muscular.

Durante o exercício físico, como forma de controle da temperatura corporal diante do estresse térmico induzido por altas temperaturas e índice elevado de umidade relativa do ar, nosso corpo perde calor principalmente pelo mecanismo de evaporação, a partir da sudorese, havendo, em consequência, redução do volume hídrico total.

A perda equivalente a 3% do peso corporal durante a prática de exercícios físicos induz um grau significativo de desidratação, levando à queda de performance e à sobrecarga dos sistemas biológicos, como, por exemplo, o aumento da frequência cardíaca em uma condição denominada desvio cardiovascular. Perdas mais significantes, superiores a 9% do peso corporal, podem representar risco elevado à vida do atleta. Outra condição que merece atenção dos fisiologistas e preparadores físicos é a hiponatremia, caracterizada por valores de sódio na corrente sanguínea inferiores a 135 mmol/L.

Desse modo, como forma de manter o conteúdo hídrico adequado no plasma sanguíneo e, consequentemente, o estado de normo-hidratação, o ACSM recomenda a ingestão frequente de água durante o exercício. Muitos estudos comprovam que a ingestão ad libitum (à vontade) de água durante o exercício é suficiente para manter o estado hídrico adequado. 

Esses e outros conhecimentos a respeito da reposição hídrica e hidroeletrolítica você encontrará nas salas de aula dos cursos de pós-graduação em Educação Física da FMU.

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