Postado em 28/12/2018

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a população idosa (acima de 60 anos) deve dobrar no Brasil até o ano de 2042, na comparação com os números de 2017. Segundo o levantamento, o país tinha 28 milhões de idosos no ano passado, ou 13,5% do total da população. Em dez anos, chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes).

As projeções apontam essa tendência já há alguns anos. Mesmo assim, a oferta de trabalho de profissionais de Educação Física especializados no atendimento a esse público é insuficiente.

Marco Lopes, graduado em Educação Física com especialização em Gerontologia, trabalha com uma plataforma especializada em programas de atividade física para a população idosa e ressalta que esse público tem crescido numa velocidade muito alta, e que faltam profissionais qualificados para atender esse nicho.             

Boa parte dessa parcela da população chega à terceira idade com problemas sérios de saúde. “Muitas dessas pessoas não estão chegando a essa idade apenas sedentárias, mas com doenças crônicas”, constata Lopes.

Os idosos brasileiros estão mais ativos e se recusam a envelhecer no interior de seus lares. Eles saem de casa, viajam. Deixaram de pertencer apenas à família e estão reivindicando seus direitos. São integrantes da geração baby-boomer, ou seja, viveram parte da vida adulta nos anos 1960 e têm um pensamento revolucionário”, afirma Lopes.

Às voltas com ameaças representadas por doenças articulares, coronarianas, diabetes e hipertensão, entre outras, esses idosos, que estão vivendo por mais tempo do que as gerações anteriores, querem aproveitar melhor essa etapa da vida.

Um dos grandes temores dos idosos é o de sofrer quedas. Assim, fortalecer essas pessoas para evitar que isso aconteça é uma das atividades que consomem os conhecimentos e as energias dos profissionais especializados no trabalho com esse público. “A queda é uma ocorrência multifatorial. Quando nos deparamos com um indivíduo que cai com certa frequência, é preciso investigar a medicação que utiliza, avaliar a sua força muscular, examinar a parte visual e a cognitiva, bem como o ambiente que o cerca”, conclui Lopes.

 

Contatos

Biblioteca Digital

Facebook